Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mestra em Letras!

A experiência do mestrado foi, sem dúvida, uma das mais intensas da minha vida até o momento. Envolvi-me não somente com a pesquisa, como é exigido para a pós-graduação, mas também com o ensino na graduação e com a extensão universitária. Tudo isso sem deixar de participar dos grupos de pesquisa da USP, dos trabalhos de preparação e revisão de livros e do ensino do francês na Aliança Francesa.  O que considero de fundamental importância no meu percurso acadêmico, sobretudo na USP, foram as pessoas que eu conheci: - as que convivi mais intimamente e que se tornaram grandes amigos; - as que me procuraram nos intervalos dos congressos para trocar uma ideia sobre nossos temas de pesquisa;   - as que passaram os intervalos comigo no café da Tia Bia; - as que trabalharam comigo, dentro e fora da USP; - as que me acolheram em São Paulo. Elas eram colegas de curso, professores e alunos de graduação. Eram as pessoas que marcavam comigo viagens para congressos, saídas, reuniões. Todas e cada uma
Postagens recentes

100 aulas dadas são 100 aulas planejadas... e pensadas!

Hoje eu comemoro a minha marca pessoal de 100 (!) aulas dadas on-line na Aliança Francesa daqui de São Paulo. Foram 100 aulas dadas, 100 aulas planejadas para o ensino remoto. Algumas dessas aulas foram de 1h30, outras de 2h, outras ainda de 3h. Foram quase 300 horas de aula dadas.  Lá em março, um pouco antes do confinamento, quando eu havia acabado de comprar trocentas canetas de cores diferentes para usar no quadro branco, quando eu havia pensando e montado uma pasta para cada turma que viesse a ter ao longo do ano, as aulas presenciais foram suspensas. Os professores da AFSP passaram duas semanas inteiras em formação, de manhã e de tarde. Naquela época, eu achei que não conseguiria dar nem a primeira aula. Mas eu dei. E me senti satisfeita com meu trabalho. Meus queridos alunos não desistiram de mim no primeiro semestre, e eu dei o meu melhor por eles. Depois vieram mais turmas. Hoje entreguei mais uma turma para o módulo 2. E, com ela, minha marca de 100 aulas dadas em um contexto

Diário de prática docente e a observação das aulas

Como prof, adoro assistir às aulas de outros profs plus expérimentés , mais experientes. Sempre aprendo muito com eles e consigo identificar estratégias adotadas para o trabalho com as sequências didáticas. Tenho sei lá quantos cadernos de formações e de anotações de aulas de outros profs. Ensinar é, antes de tudo, aprender e é preciso aprender a ensinar. Dito isso, chegou o dia de eu ter minha aula observada. Quando observei as aulas de outras profs com mais experiência que eu, mas ainda assim menos expérimentées que a minha supervisora da USP (que já foi coordenadora da Aliança Francesa de São Paulo e que leciona na graduação e na pós há mais de uma década), eu percebi um certo incômodo pela minha presença. Sempre fui muito bem recebida, tanto por essas profs quanto por seus alunos. Mas era nítida uma certa timidez por ter outra prof (no caso, eu) observando a prática docente delas. Vivi até a semana passada tendo essa experiência só pelo lado de quem observa, de quem está na sa

Diário de prática docente e a luta antirracista

Isso de ser professora mexe muito comigo. Mesmo que passe apenas três horas por semana com meus alunos, em uma turma regular, sinto um carinho imenso por eles. Penso sempre neles e no que possa os interessar. Adoro acompanhar as suas conquistas e o processo de aprendizagem. Mais que isso: adoro conhecer as pessoas extraordinárias que eles são. Mathias é um dos meus alunos queridos deste semestre, "l'un des chouchoux de la maîtresse". Ele escreveu este lindo texto de reflexão sobre a época em que vivemos. Mais que recomendar a leitura, recomendo que sigam este escritor maravilhoso:  "Para você, antirracista." Aproveitei a aula de quarta, após sugerir aos alunos a leitura em casa do texto do colega de classe, para passar um vídeo do Brut, Une vie : Aimé Césaire . Isso na minha turma de módulo 1 do francês. Sim! É possível, desde o início do ensino-aprendizagem do FLE, inserir na aula documentos autênticos ligados a assuntos atuais e/ou de interesse dos al

Wellington Júnio Costa: a língua francesa entre palavra e imagem

Para a primeira entrevista deste ano, convidei o professor, pesquisador e tradutor Wellington Júnio Costa . O Wellington foi meu professor de francês na Alliance Française de Belo Horizonte e também durante a minha graduação em Letras na Faculdade de Letras (FALE) da UFMG. Atualmente, ele é doutorando do programa de pós-graduação em Letras Estrangeiras e Tradução (LETRA) da USP e professor efetivo de Língua Francesa e de Ensino de Língua Francesa do Departamento de Letras Estrangeiras da Universidade Federal de Sergipe (UFS). Graduado em 1996 em Artes com habilitação em Cinema de Animação pela Escola de Belas Artes (EBA) da UFMG, formou-se também em licenciatura dupla Português-Francês pela FALE/UFMG em 2006. Mestre em Estudos Literários também pela FALE/UFMG, ele é tradutor da obra de Jean Cocteau para o português brasileiro e pesquisador das noções de autorretrato, autobiografia, autoficção, relação entre as artes, poética da tradução e tradução intersemiótica. Além desse currícul

O que é um diário de pesquisa e de prática docente?

Sou aluna do programa de pós-graduação em Letras Estrangeiras e Tradução (LETRA) da USP. Esse é meu último semestre como aluna do mestrado e, por isso, decidi cursar a disciplina de Metodologia de Pesquisa em Didática e Ensino-Aprendizagem de Línguas Estrangeiras das profs Eliane Gouvêa Lousada e Heloísa Brito de Albuquerque Costa. Além de ser minha professora na pós, a Eliane é também minha supervisora de estágio PAE (em breve, farei uma postagem sobre isso!). Essa disciplina tem sido muito importante para mim, para pensar nas possibilidades de pesquisa que pretendo realizar no doutorado e na reflexão da minha prática docente. Foi graças a última aula que tivemos (sim, estamos tendo aulas on-line durante esse período de confinamento) que me deu uma vontade danada de voltar a escrever no blog. Começamos a estudar o diário de pesquisa e a importância que ele tem para o desenvolvimento e acompanhamento das pesquisas pelos próprios pesquisadores. Mas o que vem a ser um diário de pesquisa

"Como é o trabalho de um tradutor de livros?"

Desde o início do ano, venho abordando aqui no Momento Revisão sobre tradução. Apesar de ter me formado como bacharela em Estudos da Tradução, hoje trabalho exclusivamente com revisão de textos, mas sem tirar os olhos desse outro ofício que tanto amo.  Em uma dessas minhas buscas na internet, encontrei a entrevista do tradutor e escritor Rubens Figueiredo concedida à Revista Escola.  Superindico essa leitura, pois é comum a visão de tradutor e escritor como pessoas que estão em lados opostos.  Mas o que acontece quando um tradutor é também um escritor?   Clique aqui  para saber mais sobre isso! Ótima leitura!

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *